Não sei exatamente em que momento
comecei a despertar.
Só sei que comecei a compreender o
respeito e a reverência que a
experiência humana merece.
A me dar conta de delícias que passaram
despercebidas durante um sono inteiro.
E a lembrar do que estou fazendo aqui.
Ainda que eu não faça. Ainda que os vícios
que o sono deixou costumem me atrapalhar.
Ainda que, de vez em quando, finja
continuar dormindo.
Mas não tenho mais tanta pressa.
Comecei a aprender a ser mais gentil
com o meu passo.
Afinal, não há lugar algum para
chegar além de mim.
Eu sou a viajante e a viagem.

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